quarta-feira, 15 de maio de 2013 | By: Igors Denali
Era interessantemente problemática. Ali, junto dela, a confusão mental se instalava; Caia violentamente sobre mim, transbordando-me e pressionando o meu peito, onde mesmo respirando fundo, o ar não se faz suficiente. Ela goza do poder de imprimir em mim saudade do que me eleva, sufoca, queima por dentro, seca a boca, tira o fôlego. Provoca ânsias e anseios, que há muito esquecidos sobre um amontoado de fotos empoeiradas, no clique de uma nova foram descobertos. O sopro de um sorriso, que em determinado dia vislumbrei, embalando e espontaneamente levando de mim o livre-arbítrio; Fez-me de bobo atordoado, descolando de mim o desapego.

Por qual esquina deixei essa parte?

Tanto faz, não me acrescenta. Quero mais do céu aberto, sem teto. Me despir de desilusões, jogar fora. Abraçar o que convém, tornar útil o que me queima e o que me consome. Deixar tudo como não deve ser, aderir à voz que ressoa em meu corpo quente que treme, pensando em você.

- Igor Denali
sábado, 2 de março de 2013 | By: Igors Denali


Empresta-me o teu peito, caro amigo. Pois tornar-se-á insuficiente os breves sopros de desabafo que me saem pelas frestas. Sopros nesse varal de sentimentos imaculado, por mais que sobrecarregado, que segue de um lado a outro do meu eu. Sua carga ensopada tal, que de saudade já não cabe nem mais uma peça. De incertezas então?! 

Óh, empresta-me o teu peito, irmão. Pois ainda há essa falta de coragem que me estupra, essas entrepassadas vírgulas que me impedem sair inteiro. Porque eu, no meio dessa gente toda sou só mais um e eu dentro de mim sou um universo todo precisando ser decifrado. 

Doe a mim teu peito apenas uma vez mais, sinta meu dessabor. Entenda que sou dor pulsante conjugada a essa ilusão de falsidade e amor. Um misto de sentimentos pendurado em um varal sobrecarregado e que às vezes pesa um pouco mais para que se suporte sem apoio. 

Ainda angustiado, devolvo-lhe agora o teu peito, na esperança de que o meu esteja um pouco menos doido do que de costume.

- Igor Denali
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013 | By: Igors Denali
Sinto como se você fosse o sobressalto daquele maldito ultimo degrau que na verdade não existe. Quando não sei se perco pela adrenalina excessiva que me causa, ou se ganho pelo conforto que vem depois.


- Igor Denali
quarta-feira, 22 de agosto de 2012 | By: Igors Denali

Que situação soturna e impiedosa, essa de aguardar, nesse estado de ansiedade, por um sinal seu, no alto da madrugada, enquanto você já se encontra no décimo estagio de seu sono noturno. Nesse silêncio, meu, que não é quieto, e nem de longe calmo. E assim, quando a força do cansaço é maior que aquela a qual você exerce sobre mim, sei que é também parte da magia que se esvai. Então, me perdoe, me perdoe mas estou abrindo mão, estou te deixando ir seguir seu caminho, seu destino sem mim. Ou talvez eu quem esteja partindo, por já ter passando do ponto, maduro além da conta para acreditar nesse “Era uma vez” no qual adentrei com tudo, sem medir o caminho pelo qual teria de percorrer até o “felizes para sempre”. 

Não quero, não me importo mais: é o que preciso acreditar, mesmo quando ainda espero esperançoso por um sinal seu a me acordar, quem sabe. Mas minha mente não se cala. Meus lábios se precipitam, inútil, inútil quando só meu coração é capaz argumentar. Alguém poderá ouvir? Minha mente. Silenciosa demais, ator(mentada)doada de tantas dúvidas. Tantos se calam, tantas mais são caladas. O ensurdecedor do silêncio incomoda demais. 

Talvez de madrugada tenha sido o momento impróprio, talvez durante a manhã a fase ruim, e agora, não sei?! Tarde ou cedo demais?! 

Ainda aguardei por um sinal seu. Aguardei...

Agora já não vale a pena mais pensar, esquentar a cabeça, não quero mais aguardar. Deixa passar, deixa pra trás.  
Porém que fique o lembrete de que o que eu mais desejei foi encontrar você. Te assistir repousar no sofá da sala, na cozinha fazendo um café forte, ou até mesmo se aventurando com algo novo. Desejei entrar no meu quarto pra descansar o corpo, depois de um dia estressante e encontrar você, na ponta da cama, a minha espera. Eu quis, mais do que tudo, te ter ali, na hora, e te ganhar num abraço em meio aos sussurros, falando o quanto senti sua falta e não me surpreender ao ter reciprocidade. Mas então, ao chegar em casa, eu passei pela sala, pela cozinha, fiz meu café forte, fui com ele até o quarto e deitei na minha cama sozinho. 

Sozinho dormi. 

Dormi, mas só depois de esperar, num incrível estado de ansiedade, por um sinal seu. Dormi, mas só depois de me cansar dessa sensação de quase pele, de quase abraço, de quase beijo que se prolonga quando a história se trata de você, onde é tudo um QUASE, e nunca é completo.



- Igor Denali
segunda-feira, 23 de julho de 2012 | By: Igors Denali

Eu era jovem [vestes e mente velhas] e te conheci. E mesmo lá, eu dizia seu nome não apenas pela beleza sonora estupenda, mas porque queria sentir você como parte de mim. Como se quisesse que você arrancasse o gesso no meu peito, mas eu, definitivamente sem ter a certeza se as coisas lá dentro já estão curadas, te rechaçasse. Pelo medo do novo. Pelo “não deixe doer novamente”. Insano, doentio, vagamente familiar a feridas recém não-cicatrizadas, não faz sentido, mas não deve fazer. Desculpe, não sou bom o suficiente não estando completamente são. E mesmo quanto estou, não sou. Sabe, geralmente te vejo como um compromisso para o qual estou atrasado há anos e ainda nem escolhi a roupa, escovei os dentes, arrumei o cabelo, ou ao menos decidi se realmente queria ir. [Eu realmente quero ir, sério.] E mesmo com esse constante batuque da sua voz na minha cabeça, ocupando meu tempo. O tempo ocupando a mim inteiro. [bu, lalala] Insistido em desacreditar minha tese de que não fomos feitos um para o outro. Dando esperanças de que eu não serei apenas eu, eternamente sem o tal “outro”. Ou um. E que se dane a ortografia. Como se você fosse meu jogo favorito [no bom sentido da coisa, se é que existe algum], que viciasse, não enjoasse, e que como a maioria, MUITO [sem ter como questionar] melhor jogar de dois.

- Igor Denali

domingo, 17 de junho de 2012 | By: Igors Denali
É essa sensação que tenho ao bater em seu boné, implicar com sua voz, suas roupas e seu jeito desgarrado. Deliberadamente irritante, esperando que revide com alguma de suas frases mal estruturadas, ou seus gestos e caretas exageradas que mexem comigo. E depois passar um tempo relativamente longo deitada, aumentando minha percepção de como o teto de meu quarto é baixo. Sem estar muito atenta a isso, mas tentando não me importar com o fato de como seu olhar me fascina. Por desejar-te tanto. Esperar a fração de segundo em que posso vê-lo, e sentir o frio subir raspando a espinha e rir... rir da agressiva sensação de quase morte que me corta à noite ao longo de sua passagem. Por sua ausência quase completa em mim. Quase. É essa sensação que tenho ao bater em seu boné, implicar com sua voz, suas roupas e seu jeito desgarrado, deliberadamente tentando aquietar a fera dentro de mim, essa mínima parte sua que insiste em habitar clandestina aqui, que me domina e quer mais, sempre mais de ti. 

- Igor Denali
segunda-feira, 21 de maio de 2012 | By: Igors Denali

É.. não to com crédito pra te mandar mensagem como queria, pra te provocar como devia. Ainda mais depois de negar uma cam daquelas que você tinha prometido, né. Como o perigo pode ser tão delicioso... ainda mais que me é negado senti-lo por completo. Para cumprir minhas mordidas, meus toques, minhas diversões. Até para saciar meus dedinhos de desvendarem toda a maciez da sua pele. Os mistérios do seus olhos, do seu mais belo sorriso, da brincadeira em sua voz. Talvez sejam coisas demais para vergonha de menos. Talvez seja distância de menos para vontade demais. Quero sua voz no meu ouvido, sua mão na minha (cintura), seu corpo colado no meu. Quero seu amor, quero sua curiosidade, de me descobrir em ti. Sua doçura para me amansar, suas palavras para me descontrair, sua boca para me aquecer. 

(risos)  - Ana Piacentini